segunda-feira, 23 de abril de 2007

Capítulo 7…

A relação entre Pinto da Costa (PC) e Carolina Salgado (CS) era pública, do ponto de vista da exposição, mas esconde contornos “secretos”, como o livro “Eu, Carolina” deixa supor. Ora vejamos. CS sabe mais do que aquilo que conta ou revela nesta obra. Dificilmente, e de acordo com a autora, lhe escapavam pormenores do mundo novo, que era para ela o futebol, um universo em que se movimentava. O que terá CS visto no mundo da bola, que tanto a atormentou?

CS refere que se dava melhor com os empregados mais modestos do Estádio das Antas. Porquê? O que é que estas pessoas sabem que pode comprometer judicialmente o Futebol Clube do Porto e PC?

Do fundo até ao topo da hierarquia azul e branca, CS conhecia bem todos. Destaca que começou a privar também com o advogado de PC, por quem CS tinha elevada estima, consideração e respeito, e em quem confiava plenamente. Porque é que CS utiliza aqui tempos verbais no passado? O Dr. Lourenço Pinto é, afinal, uma peça chave nalguns casos de violação de segredo de justiça no processo Apito Dourado? O que sabe CS sobre isto? Quem informava o advogado?

Apesar do actual distanciamento da claque dos Super Dragões, em tempos, num jantar, CS percebeu que tinha sido completamente aceite pelo grupo de adeptos, que lhe terão garantido protecção total e incondicional. Que elemento da claque é que lhe deu essa garantia? E de quê e porque é que precisaria dessa protecção?

Seria pelo conhecimento que CS afirma ter dos problemas da SAD portista? Que problemas são esses? Estão relacionados com o quê? Com os amigos íntimos que convidou para a festa surpresa de PC? Estão eles também envolvidos em alguns dos actos menos lícitos que descreve no livro?

CS explica também que ajudava sempre PC. Como na situação da contratação de José Mourinho? Ajudou sempre PC de que forma e em que (outras) missões?

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Capítulo 6…

Carolina Salgado (CS) trabalhou numa imobiliária de Pinto da Costa (PC), e será que foi através dessa empresa que encontraram o apartamento que lhes agradou, e que decoraram em conjunto? Quem é que pagou o recheio? Ficou algo por resolver? Tem direito a metade do imóvel ou do que dentro dele está, ou estava? CS diz que renovou o guarda-roupa de PC. Quem é que pagou a despesa?

PC tinha mau gosto a escolher roupa para precisar de alguém para o fazer? Ou só teve mau gosto ao optar por uma secretária feia? Estes, e outros, recados são para retribuir as mensagens que recebia de Filomena Pinto da Costa?

CS tem fotografias indiscriminadas, de mau gosto, tiradas sem horário ou regra com PC? Na intimidade do casal? Ou de factos que possam comprometer o Presidente do FCP? Onde estão essas fotos e onde é que foram tiradas? Quem aparece e a fazer o quê?

Eram com os responsáveis dos jornais que, supostamente, favorecem o FCP e obedecem ao Presidente dos Dragões? Era normal PC ligar para jornais, ou outras instituições, quando algo não lhe agradava, ou quando precisava de algum favor? É que, a interpretação factual e objectiva das palavras, deixa essa ideia.

Mais contundente, CS escreve que a mãe sempre se mostrou disponível para colaborar com os dois. O que é que a senhora sabe sobre PC, que o possa incriminar? Será que a senhora foi cúmplice de algo? Está a par de algumas situações comprometedoras?
Será que a mãe de CS sabe da compra do Mercedes descapotável, que o casal comprou? E quem terá pago o carro, que PC, segundo CS, dizia que, no futuro, seroa para o filho dela? Vai reclamar algum tipo de direito de herança?
Utilizaram o veículo para ir de férias para Espanha. CS e PC ficaram num hotel, que foi indicado por amigos. Quem fez a recomendação? Os mesmos amigos terão aconselhado o casal, quando este fugiu para o país vizinho?

CS e PC formavam um casal unido e feliz, ao ponto do “Papa” lhe ter oferecido um quadro de um conhecido pintor. Quem ficou com o quadro depois da separação? Com a nomeação de tantos bens materiais no livro, será que CS tenciona exigir algo? Coisas, que acha que lhe pertencem e a que tem direito?

No Calor da Noite, ou na casa que tinha com PC, as visitas de ilustres eram frequentes. Reconhece o contacto com pessoas que viriam a ser envolvidas no Processo Apito Dourado. O que contou ao Ministério Publico? O que sabe e quem pode ser chamado a depor, por causa das declarações de CS? Quem falta ser envolvido no caso, por causa dos esquemas de corrupção?

Mais uns parágrafos, mais um quadro, que PC compra a CS. O que é feito do quadro oferecido pelo Presidente do Sporting de Braga? Ele presta vassalagem a PC?
E o Sr. António Araújo? Porque receberam tantas prendas, depois de terem comparecido na inauguração da loja, na Maia, da esposa do Presidente do Ermesinde?
Quem queria comprar as graças do poderoso PC e porquê? Considera, ou considerava o presidente do FCP poderoso porquê?

Finalmente, no final deste capítulo, no livro, porque é que CS ataca o doutor Póvoas, seu colega literário?

terça-feira, 17 de abril de 2007

Capítulo 5…

Deu-se a aproximação entre Carolina Salgado (CS) e Pinto da Costa (PC). Ao ponto de Afonso, o motorista do dirigente, a levar ao Algarve para passar uns dias. CS alugou uma casa e levou uma “amiga da noite” para acompanhar o condutor. Aqui quando escolhe a palavra acompanhar, quer dizer o quê? Favores sexuais? Esta foi uma situação de lenocínio? Quem era a rapariga? Recebeu alguma compensação financeira para “acompanhar” o Afonso? Fica a interrogação.

Porque é que ele a agrediu em Abril de 2006? Não me recordo se apresentou queixa ou não, mas deve tê-lo feito. Como está essa situação? Os problemas alargaram-se à mulher, ou ex-mulher, de PC. Quando ela descobriu que CS era a outra, diz que foi perseguida e ameaçada várias vezes. Porque quem? Quem era a senhora que a confrontou, acompanhada por uma câmara de filmar? Onde estão essas imagens? Quem as tem, e será que desapareceram misteriosamente?

Quem nunca pecou pode atirar a primeira pedra, sugere CS. O livro “Eu, Carolina” é um conjunto de primeiras pedras? Carolina Salgado nunca pecou? Quem é que pecou então? E que pecados foram esses?
Terão sido os negócios de PC com o filho Alexandre? Eram ilícitos ou ilegais? Ou serão os pecados que CS, relativos a todas as revelações pessoais e íntimas que PC fez a CS? Que outros segredos, comprometedores, conhece sobre a vida do Presidente do Futebol Clube do Porto?

Acusa a antiga mulher, legítima e traída, de PC lhe enviar, continuamente, mensagens horríveis. A que tipo de mensagens é que se refere? Se não foi ela que transformou a vida de CS num inferno, quem foi? E porquê?

Decidiram fazer vida de marido e mulher, e consequentemente, foi “promovida” a empregada de PC numa empresa imobiliária dele, e a ganhar um ordenado. Estava, portanto, num negócio de família. Talvez a recibos verdes? Ou com contracto sem termo? Tem provas de que tenha estado mesmo lá a trabalhar, ou só lá ia de vez em quando? Não foi só uma jogada para fazer descontos para a segurança social? Quanto é que ganhava? Recebia comissões por cumprir os objectivos? Qual era a função de CS na imobiliária de PC? Teve formação para saber trabalhar no meio em que estava integrada profissionalmente? Foi despedida ou recebeu alguma indemnização? Vai reclamar alguma coisa em tribunal, em relação a este emprego?

Capítulo 4…

CS continua a levantar suspeitas sem as concretizar, sobre pessoas que não identifica. Carolina Salgado (CS) trabalhou, pelo que diz vezes sem conta, num local frequentado por pessoas muito influentes da nossa sociedade. Este tipo de frase, pouco inocente, já levanta perguntas previsíveis. Quem eram essas pessoas? Porque fala tanto nelas? Havia situações de tráfico de influências no Calor da Noite?

Identifica uma dessas pessoas como Joaquim Oliveira. CS refere que ele exerce um domínio significativo sobre os órgãos de informação que detinha. Nada de anormal aqui, não viesse a afirmação de quem vem. Quando diz domínio quer dizer manipulação? Favorecimento ao Futebol Clube do Porto? Ou dominava também ele o panorama nocturno e noctívago por onde CS se movia? Isto, porque de acordo com a autora, a presença dele era sempre sinónimo de festa de arromba, e de despesas pagas a outros. Quem eram essas pessoas que acompanhavam o Joaquim Oliveira?

NA noite em que viu Pinto da Costa (PC) entrar no referido bar ficou surpreendida e chocada por ele frequentar uma casa daquela natureza. Quer dizer, habituada a ver gente da alta roda a entrar pela porta do Calor, porquê a surpresa? Se a situação a chocou, porque é que CS lhe contou tudo sobre a vida passada, e porque é que no livro “Eu, Carolina” não conta tudo sobre o passado recente?

Sabe mais do que escreve, isso é notório. Sobre PC desabafa que ele se revelava um homem diferente da imagem pública que transmitia. Agora, a pergunta é se no bom, ou no mau sentido? Ou será que esta avaliação foi apenas inicial, e se veio a mudar com o passar do tempo?

Capítulo 3…

Não se sabe ao certo quanto é que rendeu a Carolina Salgado (CS) a relação com Pinto da Costa (PC). Noutro capítulo, mais à frente, no livro “Eu, Carolina”, CS refere que limpou, pelo menos, uma conta conjunta. Lembrou que ganhava dinheiro com dois empregos. Neste terceiro capítulo CS sublinha que ganhou muito dinheiro no Calor da Noite, que o amealhou religiosamente. Existem recibos, declarações de IRS ou outro meio de prova, que precisem exactamente quanto ganhou nesse trabalho honesto?

Desejava, apenas com o seu esforço comprar, no prazo de um ano, uma casa para si e para os filhos. Conseguiu? O que entende por esforço? É trabalho legal e declarado? E atingiu esse objectivo nessa altura? Ou como é que conseguiu comprar uma casa? Com dinheiro de PC? Ficou com algum dinheiro ou imóvel do Presidente do Porto?

Quanto ao bar de alterne, se não era nenhum local indecente, qual era o problema em ser frequentado por pessoas de nível social elevado? Qual era o problema em terem um consumo elevado? O local não era para se gastar dinheiro? Ou era só para classes menos elevadas, que consumissem pouco? Porque fala em pessoas ilustres sem as nomear? Quer eram elas? Estariam lá com comportamentos ilícitos? Quanto chegavam a gastar lá por noite? E que gastos eram esses dissimulados na escuridão?

Neste capítulo explica como funciona uma casa de alterne, para os que não sabem, ou melhor, não estão no ramo. Diz que a maior parte das bebidas servidas às meninas, pagas pelos clientes, não são consumidas por elas. Como é que isso funciona então? Pelo que se percebe, os clientes deitam o dinheiro fora, é isso?

Porque é que CS revela que o seu empregador da altura fazia “espionagem industrial”, ao ir espreitar o funcionamento de bares rivais? CS revela também alguns segredos de funcionamento do Calor da Noite, e diz que foi uma confidente dos clientes, e talvez do patrão. Os consumidores revelavam-lhe problemas pessoais e familiares? E que mais é que lhe contavam? Fizeram-lhe algumas revelações de interesse jornalístico?

Só conta que muitos dos homens que frequentam a noite, só o fazem por exibicionismo material. Já agora, quem são, e o que fazem de tão relevante, que mereçam uma nota da parte de CS?

Capítulo 2 …

Os leitores do livro “Eu, Carolina” só podem suspeitar das insinuações feitas pela autora. Aqueles mais atentos, questionam-as. Até porque, num episódio da vida pessoal, Carolina Salgado (CS) confessa que, a propósito de um almoço de família, pressentia que algo de muito grave estava acontecer, mas não suspeitava do que fosse. Em relação ao Pinto da Costa (PC) essas suspeitas não existiriam, porque como era “mulher” dele, acompanhava bem de perto o mundo do Presidente do Futebol Clube do Porto. Ou não é assim? Tem suspeitas, sustentadas, sobre actos menos lícitos ou ilícitos que envolvam PC?

Em termos familiares ficou, a determinada altura, com um peso na consciência, por causa de um episódio distante no tempo. E em relação aos últimos anos ao lado de PC, sente alguns pesos na consciência? Só poderemos ter a certeza que sim.

Apesar da família da CS sempre a ter protegido do mundo real, podre e deplorável, pelas histórias autobiográficas lê-se que existe uma certa propensão para este tipo de ambientes. A realidade ao lado de PC também é podre e deplorável?

CS condena alguns actos do pai dos filhos, mas, mesmo assim, defendeu-o. Defendeu, mais vezes, e noutras situações, pessoas que tenham cometido actos que achasse condenáveis?
Talvez, aqueles que indica como os da dita “boa” sociedade? Quem são essas pessoas?
E quais são as inferioridades da alta sociedade?

Mentiu à irmã, para justificar as chegadas tardias a casa.
Inventou que trabalhava num cinema, para camuflar o trabalho numa casa de alterne.
Afinal CS também mente, e reconhece-o. Mente com frequência?
Ou só em relação a situações daquele que considera o real e verdadeiro submundo?
Que situações são essas afinal? Futebol? FC Porto? Política? Justiça? Máfia? “Gangsters”? Droga? Criminalidade? Quer revelar alguns desses segredos?

Capítulo 1…

Carolina Salgado (CS) deve bem saber o que é bom e mau, certo e errado, já que nasceu numa família onde imperavam valores morais, cívicos e religiosos. Agora já não imperam?

Esta imprecisão não advém, de certeza, de um lapso de memória, porque como CS diz, de forma reticente, há detalhes que nunca mais esquecemos… Para quem é esta ameaça? O que é que sabe e não quer contar? Porque é que se deixa ficar pelo superficial e acessório e não concretiza os pormenores? Quanto é que é preciso, para se esquecer de certos detalhes? Ou para inventá-los? Haja coragem para falar, de forma frontal, das matérias que podem ter consequências jurídicas e criminais, como quando trata de revelar detalhes íntimos e pessoais, muitas vezes, de terceiros.

CS fala do pai dos filhos como alguém que se aproveitou da ingenuidade e inexperiência dela. Se sempre gostou de homens mais velhos, deveria saber que, por algum motivo, preferem as mais novas. O pai dos filhos dela era eloquente, falava bem, enredou-a numa teia, deixando-a bem presa. Ora, no livro, considera, inúmeras vezes, o Pinto da Costa (PC) pai dos seus filhos, isto também se aplica à relação com ele? Fica a dúvida, ou a incerteza.

Reconheceu que este episódio reprodutor foi um erro, ou um engano, como quiser. Assim sendo, reconhece que se tenha enganado recentemente? Ou sido enganada? Não errou, ou não se arrepende de nada? Diz que o pai dos filhos alegava ter boas intenções, mas que isto seria uma mentira. E CS fala sempre verdade? Ou também mente? Ou já mentiu? O livro contém mentiras ou meias verdades? É que factos, existem poucos. Faltam certas e determinadas provas. Guarda-as para os tribunais? Tem elementos para atingir quem, e porque motivos?

Introdução…

Retomando o projecto inicial, finalmente, começa a análise das palavras de Carolina Salgado (CS), no livro “Eu Carolina”. A ambiguidade de algumas acções descritas na obra e a subjectividade em torno de diversos personagens, obrigam a um olhar mais atento sobre as declarações publicadas. Aqui ficam pistas para se tentar perceber o verdadeiro objectivo por trás das afirmações, muitas vezes pouco concretas e incriminatórias.

Na dedicatória do Livro CS “agradece” a Jorge Nuno Pinto da Costa (PC) tudo o que ele lhe ensinou. Esta frase levanta algumas questões. Depois de se ler o livro fica em aberto o que terá PC ensinado a CS. Terá sido sobre futebol e corrupção? Sobre o sistema Judicial e crime organizado? Nas “Palavras de Agradecimento” CS refere que não foi fácil revelar alguns momentos lastimáveis da sua vida. Que episódios são esses? Ter contratado os agressores de Ricardo Bexiga, o antigo vereador socialista da Câmara Municipal de Gondomar?

Talvez, por isso, CS acrescente que demorou a decidir-se sobre a concretização do projecto literário. Importa saber o que a incentivou e porquê? Terá sido por vingança ao Presidente do Futebol Clube do Porto? Por outro lado, será que foi pressionada para não escrever? Houve alguém que a tentasse demover de avançar com a obra?

Pois se o fez sem não temer as consequências que daí pudessem surgir, os primeiros efeitos já se fizeram sentir – a colaboração com o Ministério Público, no âmbito do Processo Apito Dourado. Temia consequências judiciais e criminais? Ou, no campo pessoal, tinha medo de ser ameaçada pelas informações reveladas, e pelas pessoas que compromete?

Se pediu para a ajudarem no intento de escrever uma obra, e se não sabia o que fazer para lhe dar seguimento na área da edição de livros, está aqui a resposta à dúvida seguinte. Se tinha intenção de escrever um livro, o objectivo final não era publicá-lo?

Não queria ajuda, mas pediu-a a Maria Fernanda Freitas… Não queria incomodar terceiros, com medo dos incómodos a que poderiam sujeitar-se. Que implicações eram essas que previa? Concretizaram-se? Tinha ódios de estimação ou ganhou mais inimigos com o lançamento do “Eu Carolina? Quem são esses opositores?

As ambiguidades da escrita começam logo aqui, antes dos capítulos. Porque é que não dá nomes às pessoas e porque é que não identifica muitos actos de forma clara?

O excesso de zelo, e os cuidados para escrever defensivamente, mas de forma ofensiva, prejudicaram a qualidade do português do Livro. De fora desta análise ficam os momentos da esfera da vida privada, excepto aqueles que podem ter interesse jornalístico.

Se queria publicar um livro, seria bom que soubesse o que estaria a fazer desde o início. Não se percebe porque é que não acreditava no que estava a fazer. Seria algo assim tão grave e transcendente?

E porque é que a doutora Tereza Coelho, da editora Dom Quixote a havia de reconhecer? Considera-se uma figura pública? Uma estrela… decadente, pois a existência mediática era assegurada em função de PC? Porque é que, então, ficou feliz, quando a editora não fez qualquer comentário, quando não a reconhceu?

E, se nunca foi casada com PC, porque é que se refere a si própria como ex-mulher de PC?

Isto vem ao encontro da falta de confiança e do espírito derrotista, quando não acreditava que a obra teria sucesso comercial. É complicado não acreditar no produto que se “vende”. Mas, em termos de vendas, verificou-se precisamente o contrário. O livro “Eu, Carolina” tem-se revelado um best-seller. A questão, agora, é como reage ao êxito literário?

Se considera os textos um longo desabafo, pela qual é a única responsável, porque é que o considera uma auto-biografia, quando na realidade se trata de um livro de revelações?
E porquê tanto cuidado para não implicar terceiros? Ainda por cima tem poucos amigos, como refere, será que os seus comportamentos são anti-sociais? Não é essa a imagem que passa nas fotografias das revistas “light”.

Deixa uma nota de agradecimento a todos que, durante o processo de criação da peça literária, acreditaram, realmente, em si. Existiriam motivos para não acreditarem? Ou serão esses os bajuladores de quem se rodeou no passado durante vários anos? Quem eram essas pessoas? Em que áreas profissionais actuam, e porque é que lhe metem dó?
Qual era, verdadeiramente, o ambiente que a cercava? Deduz-se que seria um mau ambiente, mas quem escolhia as suas companhias, por si?

Com que mundos opostos é que contactou? Considera-os opostos porquê? Afinal viveu anos da sua vida rodeada de bajuladores, mas só contactou, ao de leve, com esses mundos opostos. Não os viveu, portanto? Aqui parece que sabe bem distinguir o correcto do incorrecto, ou será que não?