terça-feira, 17 de abril de 2007

Capítulo 1…

Carolina Salgado (CS) deve bem saber o que é bom e mau, certo e errado, já que nasceu numa família onde imperavam valores morais, cívicos e religiosos. Agora já não imperam?

Esta imprecisão não advém, de certeza, de um lapso de memória, porque como CS diz, de forma reticente, há detalhes que nunca mais esquecemos… Para quem é esta ameaça? O que é que sabe e não quer contar? Porque é que se deixa ficar pelo superficial e acessório e não concretiza os pormenores? Quanto é que é preciso, para se esquecer de certos detalhes? Ou para inventá-los? Haja coragem para falar, de forma frontal, das matérias que podem ter consequências jurídicas e criminais, como quando trata de revelar detalhes íntimos e pessoais, muitas vezes, de terceiros.

CS fala do pai dos filhos como alguém que se aproveitou da ingenuidade e inexperiência dela. Se sempre gostou de homens mais velhos, deveria saber que, por algum motivo, preferem as mais novas. O pai dos filhos dela era eloquente, falava bem, enredou-a numa teia, deixando-a bem presa. Ora, no livro, considera, inúmeras vezes, o Pinto da Costa (PC) pai dos seus filhos, isto também se aplica à relação com ele? Fica a dúvida, ou a incerteza.

Reconheceu que este episódio reprodutor foi um erro, ou um engano, como quiser. Assim sendo, reconhece que se tenha enganado recentemente? Ou sido enganada? Não errou, ou não se arrepende de nada? Diz que o pai dos filhos alegava ter boas intenções, mas que isto seria uma mentira. E CS fala sempre verdade? Ou também mente? Ou já mentiu? O livro contém mentiras ou meias verdades? É que factos, existem poucos. Faltam certas e determinadas provas. Guarda-as para os tribunais? Tem elementos para atingir quem, e porque motivos?